Paternidade de Deus
Desde a criação do Homem, Deus nos fez para que
tivéssemos um relacionamento com Ele. E
temos isso como desejo inicial de Deus para com o Homem.
João 1:1-3
No princípio, aquele que é a Palavra
já existia. A Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus. ¹
(Aqui vemos que existem mais de uma pessoa na criação,
e que essas pessoas co-existiam eram Deus.)
Ele existia no
princípio com Deus. Por meio dele Deus criou todas as coisas, sem ele nada
foi criado.
Aqui vemos
como tudo só existe por Ele, e que sem Ele nada viria a existência.
Aqui podemos
notar que mesmo antes que fossemos planejados pela vontade Humana, a vontade
divina em nossa existência já existia; e vemos também que é por essa vontade
que existimos.
No evangelho de João, capítulo 1 versículos do 11 ao
13, vemos que Deus, foi rejeitado pelo povo que Ele chama de seu. Ainda assim,
seu desejo de exercer a paternidade não deixa de existir. E Ele passa adotar
como filhos todos Aqueles que recebem seu Filho, que a palavra chama de
Primogênito de muitos irmãos.
“Veio a seu próprio povo, e eles o rejeitaram, ele deu
o direito de se tornarem filhos de Deus. Estes não nasceram
segundo a ordem natural, nem como resultado da paixão ou da vontade humana, mas
nasceram de Deus.” (João 1:11-13)
Eu nem
precisaria mais nada. Eu nem tenho o que dizer diante de palavras tão poderosas
como essas sobre minha vida. Onde vejo que Deus, por seu desejo divino, nos
gerou, e nos fez seus filhos.
Ele por Ele,
nos amou, gerou e nos deu toda sorte de bençãos pelo sacrífico de seu filho,
Jesus Cristo. Nosso único e suficiente salvador e redentor.
Isso aconteceu
com o Filho que é relatado em Lucas 15:11-33. Esse filho muitas vezes somos
nós, temos tudo em Deus, mas ainda assim, os “doces” do mundo nos parecem mais
atrativos, requeremos os direitos que acreditamos que temos, para viver e
escrever em nossas vidas uma história muito aquém àquilo que Deus já tem
escrito para que vivamos.
E muitas vezes, assumimos o papel de escravos, mesmo sendo filhos. E ficamos bravos quando Deus, recebendo com festas e banquetes àqueles que foram experimentar andar longe do Pai. Nesse episódio do filho pródigo, a única coisa que o filho vai em busca de experimentar é o que o mundo tem pra lhe oferecer, mas, no fundo ele sempre soube que nunca perderia o colo do Pai. E, ele, por mais errado e sujo tenha chegado ao pai, sempre soube que o abraço sempre teria. E volta, assim como estava.
E sem ligar para sua sujeira, porque afinal o Pai,
também não ligou, o abraçou. Depois de acolher a seu filho, o pai manda que
ele se limpe.
Se queremos continuar na presença de Deus, precisamos nos limpar. Ele nunca liga para o estado que estamos chegando, mas para continuar na presença dEle, vai ser necessário que nos limpemos. Ele é santo, tudo o que está na presença dEle, para que permaneça em sua presença, precisará também se limpar, consagrar.

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